O Provérbio ou ditado popular expressa de uma forma sucinta uma idéia ou pensamento. Quantas vezes fazemos uso dos provérbios em casa, na rua, na escola, na faculdade? Estes são retomados e usados pelo povo em geral, cristalizando-se na memória do povo. Interessante a dimensão espaço temporal que possuem. Eles ultrapassam regiões, países, séculos. Assim quando alguém cita um provérbio ele utiliza em suas palavras expressões da sociedade.Utilizamos essas expressões muitas vezes sem nos atentarmos para sua origem, para sua ideologia. Quando por exemplo, alguém se utiliza da expressão filho de peixe, peixinho é o que está por trás desta frase, o que a originou, e o porquê dela ter sido tão disseminada? Na verdade são frases curtas e simples que carregam uma grande experiência e um grande teor ideológico.
Um aspecto interessante quanto aos provérbios é seu caráter antagônico como “Longe dos olhos, perto do coração”, “O que os olhos não vêem, o coração não sente”; “As roupas não fazem o homem”, “O alfaiate faz o homem” “Nunca é tarde para aprender”, “Cachorro velho não aprende novos truques”, “Ruim com ele, pior sem ele”, “Antes só do que mal acompanhado” e assim por diante. Como sabemos os provérbios fazem parte da cultura oral, assim ele pode sofrer variações, se diversificando do então original como: “Quem tem boca vai a Roma” enquanto a origem é “ Quem tem boca vaia a Roma”
Uma boa atividade que os professores de Língua Portuguesa podem desenvolver´é a seguinte:Após a discussão sobre os provérbios, dividir a sala em grupos eentregar a cada equipe um provérbio ex.: "filho de peixe, peixinho é " e pedir que construa uma história com base nesse provérbio ( uma situação em que este provébio se faz presente) sem mencioná-lo na história. Assim cada grupo recebe um provérbio diferente e constrói sua história a partir deste.Os grupos tentarão a partir da história dos colegas descobrir qual o provérbio.
